8 de maio de 2013

Adeus, amor.

O que fazer quando a venda de seus olhos cai? Você então finalmente percebe que as mãos entrelaçadas eram apenas a sua mão. Que os abraços, era apenas você ali. E mesmo sabendo disso tudo, você deseja ter todas as coisas ruins de volta, para poder ter as boas também. Eu estava esse tempo sonhando com um amor a dois. Mas era apenas eu. E o que fazer agora? É simples. Corações são quebrados todos os dias. Nós sabemos o risco diariamente de amar alguém. Dizem que se machuca você, não é amor. Discordo. Foi amor. Um amor sufocante. Solitário. Medroso. E certo de que haveria um fim. E negando-se a acreditar nisso. Todo esse tempo eu estava amando feito uma criança. Amando alguém que sequer sabe o que amor significa. É um clichê, eu sei. Mas é inevitável escrever isso. Eu passei por cima de tudo, mas o mesmo não foi feito por ele. O que fazer? Deixar o tempo arrancar. Deixar que suas palavras secas façam algum efeito em mim. Eu dei a você meu coração, mas você não o partiu, ou o tratou mal. Você nem ao menos percebeu que eu estava ali, entregando-o a você. É nessa hora que a opinião de todos faz sentido. Eu estava lutando sozinha. Perdida no teu olhar, sendo sempre a mesma pessoa, mas recebendo uma que mudava a todo instante. Dói ter que dizer que nunca mais verei você novamente. Prefiro acreditar que foi divertido para você. Assim faz algum sentido. Assim não preciso admitir que foi tudo um grande vazio. Então, vejam só, a palavra mais usada nesses casos de amores impossíveis, amores solitários, amores que ficam soltos no ar: Adeus, amor.


Kamilla de Muinck.
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