30 de julho de 2012

E é isso que eu odeio no amor.

 Nenhum dos dois quer assumir a culpa, que fica vagando no ar, procurando um abrigo onde ela possa ficar. E quando o acha, os problemas retornam. O orgulho deveria cair por terra quando se trata de amor. Mas não é assim com ele e não será assim com ela. E dessa forma, um ao lado do outro, sem trocar uma palavra, os dois permanecem. E o dia que estava tão bonito de repente ficou repleto de nuvens escuras. Ele não dirá que estava errado. Ela não pedirá desculpas. E assim eles seguirão de mãos dadas, enquanto o amor escorre pelos dedos. Que Deus me livre de um amor cego. Que Deus me livre de um amor dependente, de um amor doentio.



Kamilla de Muinck.

22 de julho de 2012

Algumas coisas ficam presas dentro de mim. Tento descosturá-las, mas parece ser impossível. Deito e olho para o lado. E nada. Tento não pensar. Simplesmente não pensar em nada. Mas minha curiosidade me vence, e novamente viajo por entre as palavras não ditas, os pensamentos não lidos (como eu queria que alguém pudesse lê-los e me dizer que na verdade não é tão ruim assim) e fico repassando tudo, como um filme que vejo mais uma vez. Difícil tentar viver num mundo em que não consigo entender ninguém. Minhas teorias  foram por água abaixo de novo. A inconstância aqui dentro me assusta. Ao mesmo tempo, gosto das coisas que não me fazem bem, que não me deixam ver uma resposta clara. Gosto das perguntas que não conseguem ser respondidas. Sinto muito mais interesse em viver na dúvida do que achar uma certeza que para mim nada significa.


Kamilla de Muinck.

9 de julho de 2012

Olhar no espelho

 e querer ser outra pessoa. Uma sem tantos sinais no rosto, talvez. Que não fosse tão teimosa e que não achasse que está sempre certa. Um pouco mais alta. Um pouco mais de "tudo bem" ao invés de bater o pé no chão e querer que seja do meu jeito. Quem sabe uma outra cor de cabelo. Quem sabe parar de pensar tanto no porquê das coisas. Ter traços mais suaves. E ter sobretudo coragem. Coragem, de mesmo querendo ser outra pessoa, continuar amando minha imagem no espelho, com todos os defeitos e imperfeições possíveis. De fato eu queria ser outra pessoa. Mas não nego que ser uma outra versão de mim mesma, aparentemente perfeita, é tão entediante quanto só ter preto e branco. Gosto das minhas cores. Das minhas imperfeitas cores.



Kamilla de Muinck.

What Is It About Men?

"Entenda uma vez, ele era um homem de família. Então com certeza, eu nunca poderia passar por isso assim de primeira mão. Imitar toda a merda que a minha mãe odiou, eu não posso evitar de demonstrar meu fato freudiano. Meu álibi para pegar o seu cara, histórias se repetem por si mesmas, isto trai o destino. E agressão animal é a minha desgraça, eu não me importo com o que você tem, eu queria tudo... Isto é uma martelada na minha cabeça, isto está empurrado embaixo da minha cama. E eu me questiono novamente: qual é a dos homens? Meu lado destrutivo tem crescido muito, E eu me questiono novamente: qual é a dos homens? Eu estou perambulando, eu só quero fazer a minha "coisa". E eu vou pegar o homem errado, assim como naturalmente eu canto... E eu vou salvar as minhas lagrimas para descobrir os meus medos, para um padrão comportamental que se apega durante os anos. Isto é uma martelada na minha cabeça, isto está empurrado embaixo da minha cama. E eu me questiono novamente: qual é a dos homens? Meu lado destrutivo tem crescido muito, E eu me questiono novamente: qual é a dos homens?"


What Is It About Men, Amy Winehouse.


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