13 de abril de 2012

Já não posso

fazer mais nada. Sou escrava do que sinto, e sempre haverei de ser. O coração me guia, e eu, cegamente, obedeço. Leva-me para a beira do precipício, e eu pulo, sem medo. Mergulho em sentimentos e emoções. Vejo os pedacinhos dele - tão esperançoso estava - voarem para todos os lugares. Tolo. Disse que não ia dar certo. E lá vou eu, a costurar tudo outra vez. E juro que nunca mais o ouvirei novamente. Promessa atirada ao vento, nunca cumprida. Porque eu esqueço. Afinal, tudo é sempre esquecido, não é mesmo? E tudo é começado outra vez. É fácil deixar se iludir pelos descompassos do coração. Que quando acaba, chora baixinho. "Por que não me arrancas de uma vez?" ele pergunta, soluçando.
- Ora essa, porque sem você eu não vivo.



Kamilla de Muinck.

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