6 de julho de 2010

E eu,

vou apenas deixar que minhas asas abram. Não vou tentar esconder meu outro lado. Pelo contrário, tentarei fundi-los num só. Eu contaria todas as estrelas, se soubesse então que futuro eu teria depois. Eu diria tudo o que eu sinto para todos, se soubesse que não haveriam mais os julgamentos. Eu voaria... passearia por meus lugares favoritos. Eu não dormiria mais, não, jamais perderia meu tempo, se pudesse fazer meus melhores momentos durarem. Eu não ficaria mais idealizando a pessoa perfeita, os erros são o que fazem de uma pessoa o que ela é. São pequenos traços, que mostram sua marca num caminho. Eu percorreria e aproveitaria cada momento, cada brisa. Eu não sentiria mais meus pés tocarem o chão. Eu observaria você, sonhando, à noite, em silêncio. Eu vou apenas deixar que eu voe com minhas asas, mesmo que eu não as tenha. A partir do momento que eu me assumo, com todas as minhas alegrias, com todas minhas cicatrizes, com todos os meus erros e defeitos, eu já me sinto leve o suficiente para voar.



Kamilla de Muinck.

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