10 de junho de 2010

Para toda alegria, há um sacrifício.

Acho que não deveria deixar meu coração esperar tanto assim dos outros. Acho que deveria deixar de sonhar, uma vez que meus pés ainda se encontram no chão. Por que sempre escolho o caminho mais díficil? Por que sempre prefiro pisar em solos perfurantes? Eu seria egoísta e não demonstraria vergonha. Eu seria autoritária. E persuasiva. Seria tudo ou nada. Mas isso não sou eu. É só uma parte de mim. Que no impulso aparece. Às vezes eu só preciso desacelerar um pouco. Deixar as batidas do meu coração ritmadas. Tenho um espírito desenfreado. Não sou velha, mas em alguns momentos me sinto assim. Como se a vida já não me alimentasse o suficiente. Eu sinto algo muito forte que vem de mim e eu tento reprimi-lo mas não consigo. Eu quero viver. Abrir os olhos e realmente enxergar o meu mais profundo desejo realizado. Mas para isso sempre tenho que me cortar por dentro. Porque nada é como você planeja. Porque por vezes nenhuma felicidade é plena, pois a idealizamos de um jeito e as outras pessoas de um outro jeito. Andamos em pontes  com facas pontiagudas; temos que aguentar uma imperfeição para sermos felizes. Mesmo que minha alma grite por mais. Porque para toda alegria, há um sacrifício.



Kamilla de Muinck.

Um comentário:

  1. Somos humanos, considerados seres imperfeitos, buscamos em outras pessoas a perfeição que não achamos em nós, e esquecemos de nós mesmos...
    bjs
    http://meulencocorderosa.blogspot.com/

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