20 de junho de 2010

A chama da descoberta.




Engraçado como eu posso estar olhando nos seus olhos e não estar escutando nada. Posso estar parada, no meu canto, mas você não sabe o quão longe estou indo com minha mente. E por mais que eu tente, não consigo tirar essa minha mania de avaliar a todos, inclusive a mim. Sou muito inquieta, apesar de ser intacta como uma boneca. O que eu mais quero é gritar, apesar de sempre ficar calada. Sou uma onda nervosa de pensamentos, confusões e distrações na minha mente. Quero saber de tudo e ao mesmo tempo não quero entender nada. Porque quando o que você sente explode em sua pele, tudo o que você deseja é que não haja censuras. Sem limites, sem restrições, sem regras. Apenas você, as pessoas e o mundo. Apenas olhar para o céu, e encarar que de alguma forma você não esteja sozinha. Sentir suas emoções a flor da pele. Fugir...
Eu abro os olhos e vejo que mais uma vez eu saí de mim mesma. Eu não tenho medo de me sentir viva, contanto que eu encontre as respostas que eu preciso enquanto respiro. E que eu me sinta explodindo de tanto desejo. Desejo de saber quem eu sou. E o que, de tantas maneiras, isso pode significar. Descobrir minha essência. Descobrir sua essência. Apenas descobrir.

Kamilla de Muinck.

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