29 de junho de 2010

Poderíamos casar.





Poderíamos casar. Não chegaríamos sequer perto do exemplo de família perfeita. Teríamos um apartamento, quem sabe uma casa com jardim e um cão com pêlo brilhante. Improvável. Tomaríamos café as cinco da tarde. Você reclamaria o fato de eu ligar o chuveiro horas antes de ir para o banho. Eu, por você ter arranhado meu CD de jogo favorito. Eu não admitiria o quanto você fica bonito quando bravo e você não diria que lembra da cor do sapato que eu usei quando nos vimos pela primeira vez. Discordaríamos quanto a cor das cortinas. Não arrumaríamos a cama diariamente, beberíamos juntos em algum clube no final de semana. A geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias. Adiaríamos o despertador umas trinta e duas vezes só para ficarmos horas na cama enrolando e falando qualquer besteira. Você me ensinaria alguma coisa sobre futebol, e eu te convenceria a assistir aquele filme no cinema. Sentaríamos na sala de pijama e pantufas, você iria direto para o caderno de esportes no jornal e eu comentaria alguma notícia qualquer. Você saberia o nome do meu perfume, eu saberia onde você largou a última edição da revista de música. Sairíamos pra jantar em algum dia de chuva e não nos importaríamos em chegarmos encharcados. Dormiríamos com o computador ligado. Nos beijaríamos no meio de alguma frase. Você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia. Saberíamos. Poderíamos casar..

Maiara Queiroz.

Por que não,

tentar realizar meu maior sonho?


Só preciso que as pessoas envolvidas nisso cooperem, pois a minha parte eu sei fazer. Sei que não sou a única para construir isso, mas esse é meu maior sonho e eu irei lutar por ele.


I'm fearless. 

 

Kamilla de Muinck.

28 de junho de 2010

O brasileiro merece.

Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida; pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza; aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade... Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária. É coisa de gente otária.

Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.
Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada. Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai. Brasileiro tem um sério problema. Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira. Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.

Brasileiro é um povo honesto. Mentira. Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.
Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso. Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.

90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram. Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime. Hoje a realidade é diferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas. Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

O Brasil é um pais democrático. Mentira. Num país democrático a vontade da maioria é Lei.
A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente. Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia. Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita. Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores). Todos sustentadospelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar. Democracia isso? Pense! O famoso jeitinho brasileiro. Na minha opinião um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira. Brasileiro se acha malandro, muito esperto. Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar. No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí? Afinal somos penta campeões do mundo né? Grande coisa...
O Brasil é o país do futuro. Caramba, meu avô dizia isso em 1950.. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos. Dessa vergonha eles se safaram... Brasil, o país do futuro !? Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo. O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira. Para finalizar tiro minha conclusão:
O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar.
Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse texto, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente. Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta. Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!
Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim? FAÇA A SUA PARTE.


Arnaldo Jabor.

25 de junho de 2010

Meu protetor.

"Eu quero estar com você nos bons  momentos e nos ruins. Mais nos ruins do que nos bons. Eu quero te ajudar, não preciso nem participar dos momentos bons, contanto que eu te ajude."

Eu, que estava com a cabeça e mente abaixadas, as levantei e olhei para ele. Eu realmente tinha ouvido aquilo. Minha mente então parou sossegada, enquanto eu o abraçava. Sim, estava diante do meu protetor.



Kamilla de Muinck.

Parada,




as mãos apertando forte uma a outra. Vejo uma linha que me segue minunciosamente. Essa é a linha do meu pensamento. Das minhas lembranças. Do meu passado. Eu a sinto puxando, tentando me levar de volta. Então eu olho pra trás. E me recordo de cada passo. De cada respiração áspera, de cada "não vou conseguir", de cada lágrima e sorriso surgindo no meu rosto. Eu estava lá. Em meu passado. Correndo, sonhando com que coisas boas acontecessem. Minha menina. Meu lado menina. Mas então, eu vejo uma outra linha, que surge a partir da linha do passado, me fazendo olhar, dessa vez, para frente. O vento toca minha bochecha esquerda. Eu vejo tudo transcorrendo. E passando tudo tão rápido. Minhas angústias, as respostas para o que eu estava procurando, meus passos acelerados, abraços apertados, sorrisos forçados, tristeza...
Eu cresci. Eu percebo que tudo mudou. Eu já não sou mais minha menina. Deixo então para trás a parte de mim que ainda acreditava que tudo era tão simples como uma história. Deixo o que é para ser deixado. Caminho mais rápido. E por onde caminho, vejo várias raízes de uma planta. Tento arrancá-las. Não consegui. Tento separar a linha do presente e do passado. Em vão. Ainda fica isso tudo girando na minha cabeça. Não, já não estou mais lá. "Para onde isso está me levando? Porque vejo tudo o que já aconteceu?", penso, correndo enquanto as lágrimas saltam. Para onde estou indo? Vejo alguém caminhar ao meu lado. O tempo me responde: para a despedida. Desligue de seu passado, guarde apenas as experiências, suas lembranças como fruto de quem você é, abra os olhos criança - viva e deixe viver - você está livre.




Kamilla de Muinck.

23 de junho de 2010

O romantismo,

é lindo, quando usado verdadeiramente, não para impressionar.

Não precisa ser meloso, catastrófico, dramático, sentimentalista, com rimas, declarações calculadas ou poéticas. Só precisa ser verdadeiro.



Kamilla de Muinck.

E eu ouço,

 pessoas falarem sobre vida. Amor, amizades, decepções. Superação, auto-estima e fidelidade. Eu ouço. Apenas ouço. Porque o que elas fazem não condiz com o que elas falam. Pare para pensar em quantas vezes o conselho que você deu para alguém nem você mesmo o seguiu. Por que é tão fácil falar, mas tão difícil seguir seus próprios ensinamentos? As pessoas não procuram a verdade. Elas procuram alguém que fale o que elas querem ouvir. Daí surge o erro.



Kamilla de Muinck.

20 de junho de 2010

A chama da descoberta.




Engraçado como eu posso estar olhando nos seus olhos e não estar escutando nada. Posso estar parada, no meu canto, mas você não sabe o quão longe estou indo com minha mente. E por mais que eu tente, não consigo tirar essa minha mania de avaliar a todos, inclusive a mim. Sou muito inquieta, apesar de ser intacta como uma boneca. O que eu mais quero é gritar, apesar de sempre ficar calada. Sou uma onda nervosa de pensamentos, confusões e distrações na minha mente. Quero saber de tudo e ao mesmo tempo não quero entender nada. Porque quando o que você sente explode em sua pele, tudo o que você deseja é que não haja censuras. Sem limites, sem restrições, sem regras. Apenas você, as pessoas e o mundo. Apenas olhar para o céu, e encarar que de alguma forma você não esteja sozinha. Sentir suas emoções a flor da pele. Fugir...
Eu abro os olhos e vejo que mais uma vez eu saí de mim mesma. Eu não tenho medo de me sentir viva, contanto que eu encontre as respostas que eu preciso enquanto respiro. E que eu me sinta explodindo de tanto desejo. Desejo de saber quem eu sou. E o que, de tantas maneiras, isso pode significar. Descobrir minha essência. Descobrir sua essência. Apenas descobrir.

Kamilla de Muinck.

19 de junho de 2010

Anything But Ordinary.

Acho que ainda não postei alguma música dela, apesar dessa cantora me influenciar bastante, falem o que quiser dela. E essa música parece muito com o que eu sou. Segue a letra de Anything But Ordinary, de Avril Lavigne.

"Às vezes eu fico tão estranha, eu até enlouqueço comigo mesma. Eu rio sozinha na hora de dormir, essa é a minha canção de ninar. Às vezes eu dirijo tão rápido, só pra sentir o perigo. Eu quero gritar, isso me faz sentir viva. É o suficiente amar? É o suficiente respirar? Alguém arranque meu coração e me deixe aqui para sangrar. É o suficiente morrer? Alguém salve minha vida. Eu prefiro ser tudo menos comum, por favor. Cumprir todas as regras, tornaria minha vida tão chata. Eu quero saber que eu tenho ido ao extremo. Então, me tirem os pés do chão. Vamos, agora dê pra mim, qualquer coisa queme faça sentir viva. Abaixe suas defesas. Não use o bom senso. Se você olhar, vai ver que esse mundo é um lindo acidente, turbulento, suculento, farto, permanentemente sem rumo. Eu quero experimentá-lo, não quero desperdiçá-lo. Às vezes eu fico tão estranha, eu até enlouqueço comigo mesma. Eu rio sozinha na hora de dormir, essa é a minha canção de ninar. Isso é o suficiente? Eu prefiro ser tudo menos comum, por favor."

Anything But Ordinary, Avril Lavigne.

Quanto mais procuro as respostas das minhas perguntas, vejo que somente eu e o tempo poderemos encontrá-las. Ele me ensina a viver, eu aprendo a enxergar melhor meu caminho. É assim que eu vivo. Essa é a chave para o que eu sinto e represento.


Kamilla de Muinck.

17 de junho de 2010

E eu jamais esqueceria,

do que me fez chegar até aqui. De tudo o que eu aprendi, dos meus erros no passado que me fazem ser o que eu sou no presente. Das minhas risadas, dos momentos que passei com as melhores pessoas, mesmo que elas - ou a melhor parte delas - tenham ido embora. Meu sonhos permanecem os mesmos, eu não ligo se eles são bobos ou infantis. O que eu quero é apenas ter felicidade, encostar a cabeça no travesseiro e dormir com um sorriso. Eu tenho várias marcas do meu passado, que não as apago; elas fazem quem eu fui e isso é uma parte da estrada do meu caminho. Que aliás, já não partilho sozinha. Ele agora segura minha mão e me leva segura. E nisso, eu encontro a felicidade. E nisso, encontro meus sonhos, pouco a pouco, tornando-se reais. Porque quando ele me abraça, não importa qual sejam meus próximos passos, ele vai estar lá, ele sabe do que sou feita e de minhas cicatrizes. E é isso o que importa.



Kamilla de Muinck.

15 de junho de 2010

"There's nothing sacred,


breathing hatred. We have to face it, no one can take it (how can they take that much) and feel no pain."


(Não há nada de sagrado em respirar o ódio. Nós temos que enfrentá-lo, ninguém pode levá-lo (como eles podem levar tanto assim) e não sentir dor.)

Sade, Feel No Pain.

14 de junho de 2010

Tudo o que eu sei.

Bem, tudo o que eu sei é que ele se importa. Tudo o que eu sei é que perto dele o mundo já não tem mais a mesma importância de antes. Tudo o que eu sei é que adoro quando ele me faz rir. Tudo o que eu sei é que não consigo mais me imaginar sem ele. Tudo o que eu sei é que ele é o único que sempre vem me salvar. Tudo o que eu sei é que quando estou triste é sempre ele que aparece. Tudo o que eu sei é que ele possui a maior paciência para tentar me entender. Tudo o que eu sei é que ele me comove por dentro. Tudo o que eu sei é que não consigo ficar chateada com ele por mais de uma hora. Tudo o que eu sei é que ele me acalma. Tudo o que eu sei é que ele me ouve em qualquer momento. Tudo o que eu sei é que quando ele me beija eu sinto tudo girar. Tudo o que eu sei é que sem ele eu não sei de mais nada. Tudo o que eu sei é que ele é tudo. E tudo o que eu sei, é que quando ele me abraça posso sentir meus anseios indo pra longe.
Não sei por que, mas tudo o que eu sei é ele.




Kamilla de Muinck.

Tudo está escrito nos ruídos.

 O passado, o presente e o futuro do homem. Um homem que não sabe ouvir, não pode escutar os conselhos que a vida nos dá a cada instante. Só quem escuta o ruído do presente, pode tomar a decisão certa. Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter. Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.



Paulo Coelho.


13 de junho de 2010

Aguente mais um pouco.

Quanto mais tento fugir de mim, mais continuo fugindo de quem eu era. Eu quero realmente sentir pulsando nas minhas veias sentimentos verdadeiros. Às vezes o mundo te induz tanto a fingir que está tudo bem que você até esquece que na verdade não está. Eu tento com todas as minhas forças não deixar isso transbordar. Ser levada pelo o que eu tenho aparentado ser. Eu tento dizer para mim mesma que tenho que apagar minhas negações. Mas então estaria esquecendo minha realidade. Eu erro tantas vezes... tentando sempre acertar. E por Deus, por que isso nunca some de mim? Algumas vezes isso vem tão forte que eu não tenho como escapar. Eu quero viver. Quero descobrir tudo. Eu sei que não pode ser sempre como eu quero, mas desse jeito fica cada vez pior. Se ao menos eu soubesse, que estou dando passos certos. Se ao menos eu pudesse me conhecer por inteira antes de conhecer alguém. Eu vejo-o crescer. Eu nunca fui assim. Nunca tinha provado esse gosto. Porque estaria certo? Porque estaria errado? Eu tenho que esperar. Para tudo terei de esperar. Por favor, não chore. Aguente mais uma vez. Vai dar certo. No final, apenas no final... aguente mais um pouco, você vai dar um jeito nisso sozinha, como sempre. Não chore. Não fuja, apenas aguente mais um pouco.

"I'm so hungry, how can I stay here? I'm starving for what I hold so dear like a huricane takes everything, from me, wake me from this dream. Hang on, when the water is rising hang on, when the waves are crashing hang on, just don't ever let go. Hang on, when you are barely breathing hang on, when your hearts still beating hang on, just don't ever let go."          
Hang On, Plumb.



Kamilla de Muinck.

10 de junho de 2010

Para toda alegria, há um sacrifício.

Acho que não deveria deixar meu coração esperar tanto assim dos outros. Acho que deveria deixar de sonhar, uma vez que meus pés ainda se encontram no chão. Por que sempre escolho o caminho mais díficil? Por que sempre prefiro pisar em solos perfurantes? Eu seria egoísta e não demonstraria vergonha. Eu seria autoritária. E persuasiva. Seria tudo ou nada. Mas isso não sou eu. É só uma parte de mim. Que no impulso aparece. Às vezes eu só preciso desacelerar um pouco. Deixar as batidas do meu coração ritmadas. Tenho um espírito desenfreado. Não sou velha, mas em alguns momentos me sinto assim. Como se a vida já não me alimentasse o suficiente. Eu sinto algo muito forte que vem de mim e eu tento reprimi-lo mas não consigo. Eu quero viver. Abrir os olhos e realmente enxergar o meu mais profundo desejo realizado. Mas para isso sempre tenho que me cortar por dentro. Porque nada é como você planeja. Porque por vezes nenhuma felicidade é plena, pois a idealizamos de um jeito e as outras pessoas de um outro jeito. Andamos em pontes  com facas pontiagudas; temos que aguentar uma imperfeição para sermos felizes. Mesmo que minha alma grite por mais. Porque para toda alegria, há um sacrifício.



Kamilla de Muinck.

"A word is dead,



When it is said, Some say. I say it just begins to live that day."



(Uma palavra morre, quando é dita — alguns dizem — Pois eu digo que ela nasce nesse dia.)



Emily Dickinson.

6 de junho de 2010

Faça o que fizer,

seja verdadeiro. Olhe nos olhos de quem estiver falando. Não tente forçar um sorriso se não quiser, pois um sorriso falso é tão ruim quanto dizer a verdade sobre o que você pensa, portanto escolha expor o que você sente. Faça o que fizer, lute pelo que você quer. Faça o que fizer não pise em outras pessoas. Faça o que fizer continue sempre olhando para frente; o passado serve pra nos dar a lição: lição aprendida, página virada. Faça o que fizer, não deseje para os outros o que pode certamente acontecer com você um dia, afinal ninguém está ileso de nada. Faça o que fizer, não arrisque a felicidade dos outros em troca da sua. Faça o que fizer, lembre-se que a vida é uma só e tudo o que você faz traz consequências. Faça o que fizer, deixe seu coração te guiar. Faça o que fizer, não copie alguém por ele ter um modelo traçado de vida. Traçe o seu. Faça o que fizer, faça com vontade, deixe fluir suas emoções, e nunca deixe ninguém tirar seus sonhos de você. Faça o que fizer, não confie no destino. Confie em você.


Ninguém mais pode fazer dar certo, apenas você. Seja leal ao que sente.





Kamilla de Muinck.

3 de junho de 2010

"Religion,

 is a smile on a dog.
I'm not aware of too many things,
I know what I know if you know what I mean.

Philosophy, is a walk on the slippery rocks, religion is a light in the fog.

Chuck me in the shallow water, before I get too deep.

What I am is what I am are you what you are or what... 
Don't let me get too deep. 
Say what I am."





"Eu  não estou consciente de muitas coisas. Eu sei o que eu sei se você souber o que eu significo. Filosofia, é a conversa em uma caixa de cereal. Religião, é o sorriso em um cão. Eu  não estou consciente de muitas coisas, eu sei o que eu sei se você souber o que eu significo. Lance-me em uma poça d'água, antes que eu perca a razão. Eu sou o que sou, você é o que você é ou o quê. Eu não estou consciente de muitas coisas, eu sei o que eu sei se você souber o que eu significo. Filosofia, é caminhar em pedras escorregadias. Religião, é a luz em uma neblina. Eu não estou consciente de muitas coisas, eu sei o que eu sei se você souber o que eu significo. Faça você. Lance-me em uma poça d'água, antes que eu perca a razão. Não me deixe perder a razão. Eu sou o que sou, você é o que você é ou o quê. Ou o que você é oh, ou o que você é oh oh oh. Diga o que eu sou."



Edie Brickell, What I Am.


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