13 de maio de 2010

Não sou obrigada.

Algumas vezes eu fico cansada. Com pessoas que esquecem de ser humanas. Gente tem que ajudar gente. Eu sigo esse princípio. Eu sempre tento ajudar as pessoas, me colocando no lugar delas, às vezes chegando ao meu limite. Mas há pessoas que não reconhecem isso. Não estou dizendo que quero um cartaz bem grande dizendo "ELA É DEMAIS, SOU GRATO PARA SEMPRE". Nem ao menos quero um obrigado. Eu só queria que as pessoas agissem comigo como se eu estivesse ajudando por opção, não por obrigação. Não tenho que ser imposta a ajudar ninguém. É uma atitude que minha consciência diz para fazer. Eu queria que as pessoas parassem de pensar no bem-estar delas para olhar para os outros. Não quero bancar a pessoa perfeita, estou longe disso, mas quando alguém me pede ajuda, eu não hesito. Mas eu observo que ninguém olha ou percebe o que estou fazendo. Não quero trocas de favores, ou dívidas. Eu só quero que parem de me tratar como se eu fosse uma máquina que tem como obrigação ajudar a todos quando eles quiserem pois eu estou disponível sempre. Eu sou um ser humano. Não é assim que funciona. Não quero méritos, eu quero consciência. Consciência que eu estou fazendo isso por você. Eu tenho o direito de escolher um sim ou um não quando alguém me pede auxílio. E se as pessoas continuarem agindo como o mundo age, eu irei escolher o não. Uma pessoa não pode mudar o mundo. Mas uma pessoa pode influenciar outras e mais outras; e todas essas pessoas juntas podem mudar o mundo. Pensem nisso: por mais que eu tenha uma relação afetiva com alguém, eu não tenho obrigação nenhuma de ceder favores, não sou um objeto ou máquina, eu irei fazer se eu quiser, se eu estiver disposta a isso, e nesse mundo isso é muito dificil. Se eu o fizer, eu faço em consideração a você. Eu me importo com todos, mas às vezes ninguém se importa comigo.




Kamilla de Muinck.



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