28 de março de 2010

Pág. 245, cáp. 27.

" - Dexter - pediu Deborah -, olhe para nós. - Olhei, e vi Deborah presa no colete de gesso e Chutsky com os membros amputados. Para ser honesto, não pareciam terrivelmente ferozes. - Precisamos da sua ajuda.

  - Mas Deb, realmente.
  - Por favor, Dexter - ela pediu, sabendo muito bem que era difícil para mim recusar quando ela usava essa palavra.
  - Deb, você precisa de um homem de ação, alguém que possa pôr o pé na porta e entrar atirando. Sou só um pacato técnico forense.
   Ela atravessou a sala e parou diante de mim.
  - Eu sei quem você é, Dexter - ela falou, suavemente. - Lembra? E sei que você pode fazer isso. - Colocou a mão no meu ombro e baixou ainda mais a voz, quase sussurando. - Kyle precisa disso, Dex. Precisa pegar Danco. Ou nunca mais se sentirá um homem. É importante para mim. Por favor, Dexter?
    Afinal, o que se pode fazer quando os chefões recorrem a nós, a não ser reunir nossas reservas de boa vontade e acenar com a bandeira branca?
  - Tudo bem, Deb. - concordei.
  A liberdade é uma coisa tão frágil e efêmera, não é mesmo?"

Querido e Devotado Dexter, Jeff Lindsay.

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