31 de março de 2010

Cópias: não seja mais uma.


Incrível a capacidade que algumas pessoas possuem de copiar as outras. Elas simplesmente não conseguem criar algo, não param para pensar, acham mais prático copiar dos outros. Claro que elas fazem isso porque carregam dentro de sí um único sentimento: inveja. Elas costumam achar que tudo o que os outros têm é melhor, mais valioso daí começam uma competição idiota que só exite na cabeça delas. Por isso às vezes acabam até copiando tudo o que determinada pessoa faz, às vezes até por não ter personalidade própria ou formada. Não seja mais uma cópia. Faça o que você considera legal vestir, usar, fazer, escrever, ler etc. Não use a marca X porque todos usam ou o penteado Y porque está na moda. Aquele penteado e aquela roupa fazem aquela pessoa se sentir bem, não você. Não pense que se portando de uma maneira, falando de determinada forma ou imitando o jeito de se vestir de uma pessoa você vai conseguir a mesma felicidade que a dela. Aquela é a vida dela; você tem a sua. Faça sua moda, dite suas regras, e não desperdice seu tempo com pessoas acostumadas a copiar idéias de outras. Afinal, uma hora essa pessoa vai perceber que o que ela tanto inveja e quer ter totalmente igual, nada mais é do que a cópia de algo original, sem sentimentos verdadeiros, sem nada. Uma coisa vazia copiada de alguém que está extremamente feliz com o que quer.



Kamilla de Muinck.

28 de março de 2010

Pág. 245, cáp. 27.

" - Dexter - pediu Deborah -, olhe para nós. - Olhei, e vi Deborah presa no colete de gesso e Chutsky com os membros amputados. Para ser honesto, não pareciam terrivelmente ferozes. - Precisamos da sua ajuda.

  - Mas Deb, realmente.
  - Por favor, Dexter - ela pediu, sabendo muito bem que era difícil para mim recusar quando ela usava essa palavra.
  - Deb, você precisa de um homem de ação, alguém que possa pôr o pé na porta e entrar atirando. Sou só um pacato técnico forense.
   Ela atravessou a sala e parou diante de mim.
  - Eu sei quem você é, Dexter - ela falou, suavemente. - Lembra? E sei que você pode fazer isso. - Colocou a mão no meu ombro e baixou ainda mais a voz, quase sussurando. - Kyle precisa disso, Dex. Precisa pegar Danco. Ou nunca mais se sentirá um homem. É importante para mim. Por favor, Dexter?
    Afinal, o que se pode fazer quando os chefões recorrem a nós, a não ser reunir nossas reservas de boa vontade e acenar com a bandeira branca?
  - Tudo bem, Deb. - concordei.
  A liberdade é uma coisa tão frágil e efêmera, não é mesmo?"

Querido e Devotado Dexter, Jeff Lindsay.

Não somos um robô.

Viver é uma experiência extremamente complicada... principalmente quando existem regras para tudo. Não aguento ver as pessoas com seus estereotipos e modas ditadas. Se eu pudesse escolher como uma vida seria, colocaria como primordial você ter que conviver apenas com quem você quer conviver. Não é a pior coisa do mundo você ter que ser educada e usar de um sorriso falso para uma pessoa no colégio, no trabalho, no ambiente pessoal, enfim... quando na verdade o que você mais queria era voar no pescoço daquela pessoa? Mas aí vem aquela palavrinha - prudência - te dizendo que você não pode fazer isso. Infelizmente dependemos da pessoa. E porque não dizer que convivemos com determinados tipos de pessoas apenas por interesse? Eu observo e cada dia mais afirmo isso. Trata-se de um interesse mútuo, mas é um interesse. Nós seres humanos gostamos de enfeitar muito a verdade. Quando se sente que você trocaria sua felicidade para ver o outro feliz, aí sim estaremos diante de um sentimento verdadeiro. Difícil é aprender a lidar com isso. Ás vezes complicamos demais o simples. Por exemplo, para uma pessoa a solução de um problema está ali bem na sua frente e ela consegue resolver aquilo rapidamente. Mas para a outra, o mundo parece que vai acabar. Não consigo deixar de me perguntar: Se todos nós vivemos num mundo tão prático, porque não somos práticos e flexíveis na hora de encarar nossos conflitos? Afinal, para haver uma situação caracterizada feliz, deve haver a triste. Ninguém consegue aprender sem os erros. Então, porque tentamos tanto fugir disso ao invés de encararmos?





"Por que não assumimos que apesar de termos inventando o robô, não somos um?"



Kamilla de Muinck.






23 de março de 2010

Antes de julgar,

veja se você gostaria de ser julgada. Antes de falar mal do outro, veja o quanto você fica mal com isso. Antes de apontar os erros dos outros, olhe para os seus. Você não é perfeita, ah não... está bem longe disso. Não queira exigir ou criticar o outro, pois você é tão inferior quanto qualquer um a sua volta quando você se acha a justa, a certa, a dona da verdade. Você achou um jeito de se esconder por trás de um disfarce de pessoa culta, educada e que - claro - lê bons livros sempre e sabe conversar sobre qualquer coisa. Então, me diga, o que você está fazendo aqui se é tão superior assim? Nem sempre o que você diz é o certo. Ceda um pouco. Acho que desde o início de sua existência na Terra você não aprendeu absolutamente nada. Se toca. Olha um pouco para o espelho e veja quem você se tornou e não se a sua maquiagem tá borrada.


"Everyone thinks that she's a bit of alright, but I think that she's not so nice. Every guy's looking in her eyes, every guy's checking out her thighs, everyone thinks that girl's a lady, But I dont. I think that girl shady (...) Don't know what you see, there's nothing there. I think she's a bitch."





Tem certeza que você é perfeita? Não é o que os outros dizem.


Kamilla de Muinck.

18 de março de 2010

Se beleza fosse tudo,

a maioria das pessoas seria inteligente, rica e feliz completamente. Bem, é só olhar ao seu redor: niguém bonito que faz mal uso de sua beleza tem um final feliz. A beleza não faz de você uma pessoa boa. A beleza é apenas um complemento. Aprenda a amar você. Você deve saber que a beleza é apenas seu exterior. O que adianta ser bonito se você é oco por dentro? Se você só tem a beleza a oferecer? Se beleza fosse tudo, as pessoas bonitas estariam salvas de qualquer infortúnio.




Mas todos nós sabemos que não é assim.


"A beleza é uma tirania de curta duração." (Sócrates)

Kamilla de Muinck.

16 de março de 2010

Perdida.


Eu acordo. É mais um dia e a mesma rotina. Por que nós sempre tomamos a vida pelo lado mais chato, e depois reclamamos de nossas próprias escolhas? Me sinto perdida nessa vida de tantos encontros. Encontros bons, mas também encontros ruins. Meu coração tenta se adaptar a passar a não ficar mais indignado por qualquer coisa, e a não depender tanto assim de outro coração. Às vezes ter os sentidos de um ser humano é a pior coisa a ter. Queria mesmo é dormir e viajar em meu sono, me desligar ao menos um segundo dessa vida e mergulhar no desconhecido. No desconhecido que me dá tanto medo. Às vezes eu gostaria de poder andar sem rumo. Sem me importar com nada. Perdida. Totalmente perdida. Sem que ninguém pudesse me achar. Andando por lugares onde tivessem florestas fechadas, um lugar onde – Deus! – eu pudesse pensar comigo mesma, sozinha. Entender meus instintos. Minhas teias de confusões. Às vezes precisamos de alguém. Às vezes a última coisa que queremos é alguém. Já vi tanta coisa. E apesar da pouca idade, já entendi bastante coisa. Quantas vidas passam diante dos meus olhos. Quantos sons, quantas palavras, tudo isso rodeando-me. Me perco por completo em minha mente. Uma verdadeira encruzilhada. Como se eu soubesse do que preciso, mas não sei por onde começar. Às vezes eu desejo com todas as minhas forças voltar ao meu tempo de criança, onde eu gostaria de encontrar, embaixo de uma árvore, um amuleto. Um amuleto que me direcionasse para onde eu devo ir e nos braços de quem deveria estar. Sem erros, sem contradições. Apenas sentir minhas veias pulsando e meu coração dizendo que é ali que eu deveria estar. 

Kamilla de Muinck.

14 de março de 2010

Não gosto de pessoas que se julgam auto-suficientes, que acham que sabem de tudo, que fingem ter todos os melhores sentimentos do mundo mas na verdade mal sabem o significado da palavra gentileza. Fingem amizades por interesses, pisam nos outros sem a menor preocupação. Isso é abominante. O pior de tudo é ter que conviver com gente assim, seja no trabalho, nos relacionamentos pessoais, na família, no colégio. etc Infelizmente, pessoas que gostam de te ver mal existem em todo lugar. Desse modo, você aprende a manipulá-las facilmente e fazer com que elas não atinjam nem engane você.



Mais cedo ou mais tarde a máscara dessas pessoas irão cair, acredite.


Kamilla de Muinck.

11 de março de 2010

O que seria do Sol sem a chuva?





Certas coisas nunca mudam. Não importa o momento em que você se encontra e o quanto você diga que se importe. Às vezes você olha e vê o mesmo cenário de antes. Mesmo mudando de cidade, trocando de amigos ou de amores. Certas coisas estão sempre lá, você sempre as vê. A amizade forçada, a mágoa, as palavras nostálgicas, sentir-se deslocado no meio de tantas pessoas. O sentimento é igual. Totalmente igual. Como um déjà vu. Só que você passa pelas mesmas situações angustiantes de antes. E você olha a hora, e nada. E seus sonhos parecem um pouco distantes e alguém diz o que você não queria ouvir e você tem que correr para não estar atrasada. Você não ouve um obrigado ou um bom dia. E de repente sua imaginação te ataca e te leva para longe, mas quando você olha de novo você acorda. Certas coisas nunca mudam. Você olha para a janela e vê a chuva caindo, é mais um dia que tudo está cinza. Mas não se preocupe, esses dias vêm e vão, não importa o quanto você tenha que passar por dias chuvosos. O que seria do Sol sem a chuva?

Kamilla de Muinck.

9 de março de 2010

Nicest Thing.




"Tudo que eu sei é que você é tão adorável. Você é a coisa mais adorável que já vi. Eu queria que nós levássemos isso adiante, ver se podemos ser algo. Eu queria que eu fosse a sua garota favorita. Eu queria que você pensasse que eu fosse a sua razão de estar no mundo. Eu queria que meu sorriso fosse o seu sorriso favorito, eu queria que a maneira como eu me visto fosse o seu estilo favorito. Eu queria que você não conseguisse me entender, mas você sempre quer saber o que eu sou. Eu queria que você segurasse a minha mão, quando eu estivesse chateada. Eu queria que você nunca esquecesse o olhar no meu rosto quando nos vimos pela primeira vez. Eu queria que eu tivesse uma marquinha na pele de que você gostasse secretamente, porque estaria num lugar escondido onde ninguém poderia ver. Basicamente, eu queria que você me amasse. Eu queria que você precisasse de mim, eu queria que você entendesse que quando eu pedisse dois torrões de açúcar, na verdade eu quero três. Eu queria que sem mim o seu coração se partisse, eu queria que sem mim você passasse toda suas noites acordado. Eu queria que sem mim você não pudesse comer e eu queria ser a última coisa em que você pensasse antes de dormir. Olha, tudo que eu sei é que você é a coisa mais adorável que eu já vi. Eu queria que nós pudéssemos ver se nós poderiamos ser algo."

Kate Nash, Nicest Thing.

7 de março de 2010

" - O que você quer dizer com isso?


Não dá para entender seu modo de agir, Gabe! Eu não estava olhando para você! Estava me afastando daqui, então me faça o favor de deixar as coisas mais claras! – afastei algumas mechas de cabelo do rosto. A chuva virara um temporal.
Ele pôs sua outra mão no meu ombro como se fosse me sacudir. Curvou o corpo na minha direção como se fosse falar. Preparei-me para mais gritos, mas em vez disso ele me beijou na boca. A primeira tentativa não foi bem-sucedida, e ele me beijou no canto dos lábios. Delicadamente, então, acariciou meu rosto com a mão, e eu virei a cabeça e colei meus lábios aos dele. Mechas do meu cabelo se misturaram ao beijo. Precisei me segurar em Gabe para não cair. Senti o toque de seu rosto macio e de seu queixo com a barba por fazer. De início, seus lábios pareciam secos e indecisos na busca dos meus. Mas... quando correspondi ao beijo, não pensei em mais nada. Minha cabeça rodava.
Não sei dizer quanto tempo durou nosso beijo. Depois, Gabe me soltou de repente, do mesmo jeito que me agarrara. Pus minha mão sobre seu peito. Ele piscou, deu um sorriso sem jeito e foi embora.
Nenhum de nós disse nada.
Na manhã seguinte, havia uma pequena rosa branca no peitoril de minha janela.
À noite, fomos para o campo e só nos separamos ao amanhecer. Fiquei abraçada a Gabe por detrás, com os braços enlaçados a sua cintura e meu rosto reclinado em suas costas. Acompanhei o movimento de inspiração e expiração de seu corpo enquanto ele respirava. Sem dizer uma palavra.
Nessa noite, tive a certeza de que estava apaixonada."



Cáp. 18, Soul Love - Á noite o céu é perfeito.

Indo e vindo.



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Difícil eu conseguir uma única conclusão sobre o que eu penso. Vivo me contradizendo. Vivo tentando acertar, mas na maioria das vezes erro. E não fico chateada comigo. Não mais. Aprendi a gostar do meu eu. A defender a minha opinião, simplesmente porque ela é minha. Minha mente não para de pensar, comentar, criticar e gritar um minuto sequer. Parece que dentro de mim há dois lados. O negativo e o positivo. O bom e o ruim. O vilão e a mocinha. E  nunca chego num consenso em se tratando de minha personalidade.
Às vezes todos esses meus lados entram em desarmonia e fico sem saber o que fazer com o que eu penso. Deveria ser decidida. Mas decisão é uma palavra que combina comigo em termos.  Gosto de ficar dentro de mim, escondida. Do lado de fora, calada. Do lado de dentro formulando mil opções de quem você pode ser. Sei manipular, sei quando estou sendo manipulada. E posso dizer que todos os que amam (inclusive eu) são manipulados. Sim, pois mesmo você dizendo que não, sua vida passa a girar em torno dos desejos e vontades do outro. Admita. Não tente esconder isso. O amor é a única manipulação que te faz bem, ao menos pelo meu ponto de vista. Não que eu defina o amor assim. Mas é uma parte dele. Eu penso na razão de estarmos aqui, todos em uma mesma dimensão. Uma pessoa que ontem você não sabia seu nome, porque para você ela até então não existia, hoje você a conhece, descobre seu nome, suas qualidades, seus defeitos e seu modo de viver. E amanhã você pode amá-la, odiá-la, pode criar uma amizade, um momento, uma história. Sim, aquela pessoa que até ontem não significava nada para você. Simplesmente porque você não a conhecia. Não é engraçado? Eu ao menos acho. 
Às vezes viajo nisso. Adoro o lado desconhecido de todas as coisas. Observo as pessoas ao meu redor, e esses pensamentos sem eira nem beira tomam conta da minha mente. Sempre tive uma enorme necessidade de sentir que alguém precisa de mim. Sempre sinto a necessidade de ter paixão, amor, sentir isso claramente nos olhos de alguém. E eu não sei o motivo, mas toda vez que escrevo sobre alguma coisa, escolho escrever sobre amor. Talvez seja porque o amor está cada vez mais extinto. Enfim, acho que pensei demais. Mas vou confessar que sempre mergulho em infinitas hipóteses, teorias e suposições; razões para tentar entendo, mas acabo não entendendo nada quando olho para dentro de mim. Afinal, existem várias versões que uma pessoa pode assumir, e ninguém nunca é o que parece ser.



Kamilla de Muinck.

4 de março de 2010

Love Hurts.

Hoje a música é de uma banda que eu adoro: Incubus. A música reflete sobre o amor e o efeito que nos causa. O nome é Love Hurts.



Esta noite nós bebemos à juventude e agarramos firmemente à verdade. Eu não quero perder o que eu tinha quando era garoto. Meu coração continua a bater mas o amor é agora uma proeza. Tão comum quanto um dia frio em L.A. Às vezes quando estou sozinho, eu me pergunto: Será que estou sob um feitiço que me impede de ver a realidade? O amor machuca, mas às vezes é uma dor boa. E me faz sentir vivo. O amor canta quando transcende as coisas ruins. Tenha um coração e me teste, pois sem amor eu não sobreviverei. Eu estou acorrentado e abusado, eu estou pelado e acusado. Será que eu deveria emergir esse submarino pessoal?  Eu só quero a verdade, então, essa noite nós bebemos pela juventude. Eu nunca irei perder o que eu tinha quando era garoto. O amor machuca, mas às vezes é uma dor boa. E me faz sentir vivo. O amor canta quando transcende as coisas ruins. Tenha um coração e me teste, pois sem amor eu não sobreviverei.
Love Hurts, Incubus.


Palavras.

Elas revelam sentimentos. Pré dispõem atitudes. Fazem você rir. Fazem você chorar. Machucam. Fazem você repassá-las na mente cada segundo ou pensar em esquecê-las para sempre. Há pessoas que preferem atitudes do que palavras. Há palavras que dão medo só de pensar em ouvi-las, pois oferece um risco. Há palavras que você deseja ouvir a vida toda e passa a sonhar com isso. Algumas palavras são evitadas. Outras ditas em excesso, e às vezes sem nenhum real sentimento. Eu sou de falar pouco. Escolho bem minhas palavras às vezes, outras falo tudo o que me vem a mente. Palavras consolam. Palavras agridem. Às vezes aquilo que você passou anos construindo pode ser destruído com algumas palavras, em poucos segundos. Às vezes palavras são ditas apenas por dizer, para quebrar o silêncio ou a monotomia. Que fique aqui registrado uma opinião minha, dada como conselho: Entre uma palavra e um silêncio, prefira o silêncio. Não cometa e estupidez de achar que palavras são mais válidas que o silêncio. No silêncio, você pode demonstrar o que você quer dizer com as palavras deixadas. Às vezes abraçar forte uma pessoa, ficar ao lado dela observando-a ou ficar acordado a noite toda olhando-a dormir demonstra muito mais do que um "eu te amo" sem sentimento.



Kamilla de Muinck.

2 de março de 2010

Bring me Home.

 Adoro essa música, da Sade. Ela realmente consegue dizer tudo o que sente de uma forma extraordinária:

"O chão está cheio de pedras partidas. A última flha caiu. Não tenho nenhum lugar para virar agora. Nem Leste, nem Oeste, Norte ou Sul.  E tudo aquilo que está a minha frente e tudo o que eu sei. Eu não sei nada então, então me leve pra casa... Me coloque num prato com pétalas e fogo e me envie para o mar. Vire minha epada justiceira contra o meu coração e me liberte. A madrugada detém o peso da noite. Eu ouvi os suspiros inquietos e as mentiras dos amantes. O riacho, a praia e vi os olhos do diabo. Então me leve pra casa. Eu tenho chorado pelas vidas que eu perdi, como uma criança que precisa de carinho. Já estive tão perto, mas tão longe de Deus. Minhas lágrimas têm escorrido como as de uma criança que precisa de carinho.  Eu tenho chorado as lágrimas, então deixe que a maré me leve, eu não lutarei. Eu tenho chorado as lágrimas. O pequeno passo que eu preciso é uma montanha. Esticado como um cão preguiçoso. Me manda para o massacre. Me deite na linha férrea. Eu estou longe de Deus. Minhas lágrimas têm escorrido como as de uma criança que precisa de carinho. Eu tenho chorado as lágrimas. Então, construa o fogo e acenda a chama. Me leve pra casa."

Sade, Bring me Home.

Defeitos.

Há pessoas que dizem que defeitos são normais e todo mundo tem. Outras que querem pessoas perfeitas, sem defeito algum. Na verdade, qualidades não são tão interessantes assim. É uma coisa que todo mundo geralmente nota com facilidade. Os defeitos são os que mostram quem e o que você é de verdade. E quando assumido e controlado o defeito, pode ser mais revelador e convidativo do que a qualidade. Observar qualidades é muito fácil, e o que provoca em você quando descobre uma qualidade é bem previsível. Mas um defeito... você não sabe qual vai ser demonstrado. E dependendo do defeito, você pode ajudar a pessoa a controlá-lo, nunca retirá-lo totalmente de você. Afinal, não somos robôs. Somos seres humanos e temos defeitos, e isso é lindo. Saber que ninguém é igual a ninguém. E que podemos modificar um defeito quando ele não agrada a você ou a outra pessoa que você goste. Segue abaixo um texto de Fernando Pessoa falando sobre os defeitos:

"Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá a falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você. Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões. Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros. Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar “eu errei”. É ter ousadia para dizer “me perdoe”. É ter sensibilidade para expressar “eu preciso de você”. É ter capacidade de dizer “eu te amo”. É ter humildade da receptividade. Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz. E, quando você errar o caminho, recomece. Pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência. Jamais desista de si mesmo. Jamais desista das pessoas que você ama. Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário."


Fernando Pessoa.




"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro."


Clarice Lispector.



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