12 de fevereiro de 2010

Saudade.

Saudade. Nunca gostei dessa palavra. Acho que ela tortura demais as pessoas. Há quem diga que a saudade pode acabar com falsos amores, mas fortalecer os verdadeiros. Eu só sei dizer que em particular, odeio sentir saudades. Sempre dou preferências as coisas concretas, e a saudade é vista pelos meus olhos com um sentimento bastante abstrato. Aperta o peito, suas mãos tremem, uma vontade enorme de chorar, de querer voltar naquele momento em que você estava completamente feliz. Sinto saudade da minha infância, quando você pensa que tudo é um lindo conto de fadas, e não importa se está chovendo, o Sol sempre volta. Saudade de pessoas que passaram pela minha vida rápido, mas que me marcaram bastante. Saudade do tempo em que se podia confiar nas pessoas. Saudade de quem eu amo, mas está longe. Saudade do meu antigo eu, que por motivos de maturidade, tive que abandonar. Saudade dos meus antigos sonhos. Milhões de cenas passam pela minha cabeça quando ouço a palavra saudade. É um sentimento que eu luto em não ter; só existe saudade quando aquilo não vai mais voltar, ou voltará depois de muito tempo. E eu acredito - ou ao menos quero acreditar - que tudo voltará bem rápido. Ou que podem acontecer momentos melhores. Afinal, de que adianta estar aqui, no presente, se no futuro tudo passa e só fica a saudade?



Kamilla de Muinck.



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